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 Água que passarinho não bebe

Água que passarinho não bebe

Já tomou sua cachacinha hoje?

De traguinho popular no boteco da esquina a bebida sofisticada que agrada a todas as classes sociais: a cachaça foi alçada ao status de bebida alcoólica de primeira classe e ganha cada vez mais fãs, incluindo mulheres. Aguardente, ou pinga, feita a partir do caldo da cana-de-açúcar, é um destilado tipicamente brasileiro e exportado para o mundo todo.

Bebida de extrema importância cultural, social e econômica para o país; está relacionada diretamente ao início da colonização portuguesa e à cultura açucareira, principal atividade econômica do Brasil nos séculos 16 e 17.

Mas não é somente na famosa caipirinha que ela faz efeito: dá para harmonizar a bebida em diversas combinações, de acordo com o envelhecimento, o tipo de cachaça e o gosto do freguês, claro! Veja aqui as principais dicas para apreciar melhor nossa querida caninha:

Como identificar uma boa cachaça:

1) Visual

Quatro aspectos são fundamentais: brilho, transparência, cor e viscosidade (“lágrimas” que descem da superfície do copo ou garrafa). Evite as turvas ou opacas.

2) Aroma

Cheiro forte demais é sinal de má qualidade. No teste olfativo, o cheiro da boa cachaça é característico, porém não agressivo.

3) Paladar

As pingas de boa qualidade não ardem a boca.

4) Temperatura

Deve ser mantida em temperatura ambiente, para preservar o aroma e o sabor originais.

Na hora de comprar

Compre somente as bebidas legalizadas, que possuam nome do produtor no rótulo, com a localização e graduação alcoólica (o ideal é entre 38% e 48%, embora na aguardente de cana ela possa chegar até a 54%). As marcas conhecidas geralmente prezam mais pelo processo produtivo; e embalagens diferenciadas indicam cuidado e investimento do produtor.

As de Minas Gerais são as mais conhecidas, mas em todo o país é possível encontrar cachaça de qualidade. Quando em dúvida, o preço pode ser um bom indicador: abaixo de R$10 são, em geral, de baixa qualidade. As que custam entre R$10 e R$20 geralmente são artesanais de embalagens mais simples; e entre R$20 e R$50 são bebidas de maior qualidade, com envelhecimento acima de um ano e ótima relação custo-benefício. Acima de R$50 são “premium”.

Na hora de beber

Beba devagar, para sentir o gosto aos poucos. Prefira sempre pura e em temperatura ambiente (o gelo a deixa aguada). Para a familiar caipirinha, o ideal é utilizar a cachaça branca, neutra – as envelhecidas, mais amadeiradas, vão competir com o sabor da fruta no drinque.

A harmonização geralmente é feita por afinidade e não por contraste: prato de sabor marcante combina com cachaça forte. As envelhecidas em madeira brasileira, de sabor mais suave, vão bem com carne branca. As de acidez moderada combinam com carne vermelha; e as envelhecidas em barril de carvalho são ideais com frutos do mar.

Entenda!

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