Dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender
Amanhã é dia de nhoque da fortuna. Se dá certo ou não: vale a pena tentar né?
Aprenda mais sobre o nhoque da fortuna, celebrado todo dia 29
A origem ainda é tida como incerta, mas reza a lenda que num certo dia 29, na Itália, um andarilho pediu abrigo e um prato de comida a uma família pobre, que fez questão de dividir seu nhoque com ele. Quando ele foi embora e foram recolher os pratos, descobriram que havia dinheiro embaixo de cada um deles. Desde então, a história se espalhou como símbolo de boa sorte e prosperidade, e, dizem, todos que comerem nhoque no dia 29 do mês devem colocar dinheiro embaixo do prato, para atrair fortuna.
Conhecido em italiano como “gnocchi della fortuna”, o costume de comê-lo todo dia 29 do mês, bastante apreciado no Brasil, é também existente na Argentina, Estados Unidos, Uruguai e em outros países com imigração italiana. Mas, dentre as sortidas opções de massas italianas, o nhoque talvez ainda seja a menos popular. Muitas vezes tido como ressecado, duro ou “massento”, devido ao preparo feito de forma inadequada, o legítimo nhoque, quando feito corretamente, derrete na boca e pode ter infinitas possibilidades de molhos, coberturas e recheios. A dica é aproveitar que dia 29 é amanhã, um domingo, para reunir a família e comer um bom nhoque. Ainda dá tempo de você correr atrás dos ingredientes para preparar o seu e atrair prosperidade!
O principal segredo está na escolha da batata, que é a base da massa. Por isso uma boa batata é essencial no preparo de um bom nhoque. Segundo especialistas, a batata ideal é a baraka ou a bintje. Ambas contêm pouca água e são bem sequinhas, por isso requerem pouca farinha (ingrediente responsável por deixar a massa mais pesada, quando utilizado em excesso). Essas variedades de batata são dificilmente encontradas em supermercados, mas abundantes nas feiras livres.
O restante da receita é bem simples: ovos, farinha de trigo e sal. Um ponto importante, entretanto, é não deixar o nhoque cozinhar demais, senão ele corre o risco de grudar. Um truque é retirar da água assim que as bolinhas começarem a subir à superfície.
Já os molhos podem ser mais explorados. O tradicional é o molho vermelho simples (ou “ao sugo”), feito com tomates e temperos. Mas à bolonhesa (com carne moída) também é popular, e uma combinação que faz bastante sucesso é com ragu de carne (uma espécie de carne ensopada em molho vermelho e vinho). Molhos brancos e outras variações também criam pratos saborosos e inventivos. Use a criatividade! A única coisa que não pode faltar é o dinheiro embaixo do prato. E buon appetito!

